terça-feira, 7 de junho de 2016

Jeff Beck - Free Jazz Festival - 1998

Povo bacana que gosta de timbre bonito,



Nem vou repetir novamente aquela história de que estou ausente e tal...

Esses dias estava me lembrando de um dos festivais de Jazz e afins mais bacanas que passaram em 'Terras Brasilis'. Sim, ele mesmo, o Free Jazz Festival.

Acredito que esse festival tenha começado aqui no Brasil, acredito eu, nos anos 80 e a galera que vinha tocar aqui era, como diria o grande Nelson Faria, da pesadíssima.

A lembrança mais viva desse festival que possuo foi quando anunciaram que, na edição de 1998, o Jeff Beck iria tocar no festival. Acho que era a primeira vez dele no Brasil e teve toda aquela mídia em cima dele. E eu estava ligadão querendo ouvir esse Benedito.

Nunca tinha visto nem escutado nada dele, mas já sabia que ele era 'O Cara', o 'Guitarrista dos guitarristas', já era fã dele mesmo sem nunca ter ouvido.

E não foi dessa vez. Acho que no dia que a TV Cultura exibiu o show dele, estava jogando bola. E, como não tinha TV no meu quarto, não queria que minha família ouvisse aquele som.

Porque vai que é do capeta!?

Enfim, anos se passaram... Napster, Morpheus, Kazaa, E-Mule, torrent... tudo! E nada do show do Jeff Beck.

Ainda perdi a reprise do Show anos depois na mesma TV Cultura. Putz...


Acho que lá pra 2002 eu consegui o mp3 desse show, e a sensação foi incrível.
Cada nota, cada alavancada desse 'cabra' é de arrepiar a alma de qualquer cidadão.
Parece que ele veio pro Brasil só pra mostrar quem manda.


Pouco tempo depois, consegui assistir o show e fiquei babando.
E ainda fico babando até hoje.


Apreciem! Além disso o show tem menos de 20 minutos!
E não precisa de mais nada!

Atenção para as frases de harmônicos 'pra chorar' em 'Cause We Ended As Lovers', que são especialidade do mestre.


E saudação aos novos fãs do mestre!







abraço,
Arthur

terça-feira, 24 de maio de 2016

Tagima TLP Flamed - Vale a pena?

Povo bacana que gosta de guitarra barata,

Eu sei que não ando o melhor 'postador' da última década, mas estou tentando voltar à velha forma. Sei que já disse isso, mas vou continuar me enganando...


Recentemente passei por algumas aquisições de guitarras e pedais, mudanças de timbre, etc.
Me perdi, me achei, me perdi de novo, mas nessa busca, eu estava certo de que queria uma Les Paul.


Sempre gostei de Les Pauls, mas nunca consegui achar uma, que não fosse Gibson, que realmente se encaixasse comigo. A coisa mais próxima disso foi com uma 'Epiphone SG G400 Pro' que eu ainda estou de posse, mas não vem ao caso agora.


Foi então que pintou uma dessas Tagimas TLP naquelas pechinchas de Olx. Pesquisei, pesquisei, pesquisei mais um pouco e vi trocentos vídeos cheio de distorções da molecada do YT.

Uma nota pessoal:
Galera que faz vídeo de demonstração/teste de guitarras, por favor, para um determinado tipo de guitarra, usem menos drive e deixem o som da guitarra aparecer. Não usem Delay, pois como diz meu amigo Vander Pinesso: -Até Strimberg soa bem com delay.


Depois, dei uma sacada no site da Tagima e fiz careta para as especificações.

BRAÇO / Mahogany, colado no corpo com frisos em marfim CORPO / Mahogany, frisos em marfim
TAMPO / Flamed Maple Escavado (carved top)
ESCALA / Rosewood, inlays trapezoidais e frisos em marfim, trastes médio jumbo
NUT (CAPO TRASTE) / osso
MEDIDA / 43mm
CAPTADORES / 2 Humbuckers com cover de metal
CONTROLES / Chave de 3 posições, 2 controles de volume, 2 de tonalidade
PONTE / Fixa estilo Tune-o-matic cromada
TARRAXAS / Cromadas e blindadas
CORES / Transparent Amber, Transparent Red, Cherry Sunburst
ESCUDO / Creme


Fiz careta porque logo me lembrei do caso do Paulo May com sua 'Tagima Alder Paliteiro de Lenha', mas como diria o Juiz Moro: 
- Isso não vem ao caso.

Desfiz a careta e pensei: Se a Tagima está entregando realmente uma guitarra com essas especificações, basta dar uma tunada nela pra ela se tornar uma Les Paul com uma boa dose de dignidade. 
E era isso que eu queria!


Foi então que fiz aquela proposta indecente pro vendedor... e ele aceitou! Peguei a guitarra nas cegas. A guitarra estava completamente nova, a não ser por uma batidinha no headstock, mas tudo bem.
Olhei o braço, girei os pots, testei as tarraxas e levei a guita pra casa.


Já em casa, olhei a guitarra com mais detalhes, e a guitarra se reapresentou mesmo muito bonita. Acabamento bacana, frisos legais, braço gordo (vintage), trastes novos, ferragens fracas mas de bom gosto e o mais legal, um lindo headstock.

O próximo passo, logicamente seria a regulagem. 

Então, de posse de um encordoamento 0.11, algumas ferramentas e certo de que precisaria de uma boa dose de paciência, tratei logo de meter a mão na massa.




E é aí que mora o perigo...



1º Drama: Nut solto

Logo no arrancar das cordas velhas... Puf, o nut saiu voando
Acho que colaram com aquelas colas de tubinho que a gente usava pra colar recorte no caderno da escola.
Quando recoloquei, usei as cordas velhas pra medir a altura do nut... E estava muito, mas muito alto.

Bom, se a peça é de osso, lixar não vai dar muito trabalho. Lixei e até agora não sei se é Tutela ou Plástico. Como não tive aula de anatomia na escola (graças a Deus), não sei se posso dar ponto negativo nesse quesito. 
Mas eu acho que é plástico.


2º Drama: Ponte

Cordas trocadas, nut regulado, chegou a hora de regular a altura das cordas. 
Comecei a ajustar e logo sai o primeiro report.
Mizinha: OK
Mizão: OK
Sol: Trastejando demais.
Ré: Impossível!

Nova tentativa. Aumento a ação pra deixar as cordas do meio numa altura satisfatória.
Então, segue o segundo report.
Sol: OK
Ré: OK
Mizinha: Alta pra kct.
Mizão: Botei minha cabeça entre a corda e o braço!


Raios! Como pode isso? Pensei com a cabeça já fervendo. 
Já atirei meu dinheiro fora!
Vou afinar a guitarra e tocar uns acordes pra ver.

Apertei as cordas, afinei, pluguei a guitarra e o som que saia do amplificador era inacreditável. Inacreditavelmente apagado!
A guitarra não tinha vida. Eu sei que os captadores não ajudam muito, mas mesmo desplugada a guitarra estava com o timbre completamente 'afofado'. E ainda por cima era um inferno de tocar.

Parei, esfriei a cabeça, peguei no telefone pronto pra desfazer o negócio, olhei pra guitarra e percebi que o problema estava todo na ponte.

Como tenho algumas peças de uma Golden Les Paul dos anos 80 aqui em casa, peguei a ponte da Tagima e fiz uma comparação com a ponte da Golden.

Reparem na imagem abaixo:



Repararam que o raio dos carrinhos da ponte Golden é menor, isto é, mais arqueado? Pois é.
O raio da escala da Tagima é totalmente diferente do raio da ponte.
É como se o raio do braço fosse no padrão Gibson de 12" e a ponte fosse 16".
Bom, isso resolveria meu problema de altura das cordas, certo? pois as cordas acompanhariam o raio da escala da guitarra. Excelente!

Problema é que a ponte da Golden, mesmo no padrão da Tagima, não encaixaria por causa da espessura da furação da ponte.

Olhei pra minha SG e pensei: - Tomara que a ponte dessa moça seja no padrão da Tagima.

E era! Ainda bem!


[Ponte Epiphone Encaixada]


Ponte trocada, fui comecei a regular as cordas e saiu o terceiro report.
Mizinha: OK
Mizona: OK
Sol: OK
Ré: OK

Quase perfeito! As cordas estavam com uma ação satisfatória, um leve fret-buzz aqui e outro ali mas estava bom.




Durante o processo de regulagem, mesmo desplugada, o timbre da guitarra estava vivo. Incrível! Parecia outra guitarra. A vibração das cordas estava mais áspera, aquele lance tight estava ali, e tudo isso graças a ponte Epiphone recém instalada. Maravilha!

A única coisa que me deixou com medo foi o momento de regular as oitavas. A Ré quase não afina. O carrinho da ponte chegou no limite da peça. A corda, por causa da posição do carrinho, ficou um tiquinho mais alta que as demais, mas o que importa é que afinou.

E afinou mesmo! A guitarra ficou muito bem afinada.
Toquei vários acordes ao longo do braço e fiquei muito satisfeito com a entonação. Maravilha x2!



Depois dessa etapa pensei: Caramba, parece que o pessoal da Tagima não toca nos instrumentos que fabricam. Só por causa de uma troca de ponte, e olha que nem é 'A Ponte', a guitarra saiu da água pro vinho.



Sendo assim, vamos plugar.



Pluguei e... cadê o som!?







3º Drama: Chave dos Captadores


Cadê o som? Cadê o som? A chave sai do lugar, gira pra tudo quanto é lado, fica de lado, sai som, não sai... Parei!

Abri o compartimento da chave pra olhar notei que essa abençoada e é a coisa mais vagabunda que já vi na vida. Negócio soldado de qualquer jeito. A chave não tem fixação nenhuma no corpo.

Desfiz as soldas, soldei novamente, passei 'limpa contato' na parte interna e a criança voltou a sorrir, meio desdentada mas voltou. 
Eu sei que vou trocar a chave, mas por enquanto, nessa crise, vou me aventurar mais uns dias com ela.


Lembram daquela história que o Habbib's aumentou sua margem de lucro só porque tirou uma azeitona da cada pizza vendida? Pois é, essas empresas de instrumentos 'populares' fazem de seus componentes eletrônicos suas azeitonas.



Então, vamos ao veredicto parcial.



A guitarra do jeito que chegou era muito fraca. Bonita, bem acabada, mas muito fraca. O lance com a ponte é realmente irritante, a chave dos captadores idem e os captadores são bem fracos e não possuem lá muita definição nas notas, sendo que o captador do braço é melhor que o da ponte.

Ponto positivo é que, como já dito, é bem acabada, bonita, pra quem gosta de uma guitarra mais pesada, que é o meu caso, é um prato cheio, mas o ponto positivo mesmo é que é uma guitarra muito macia. Mesmo com cordas 0.11, a guitarra está muito confortável pra tocar. Estou seriamente pensando em colocar 0.12 pra ela ficar mais durinha.



O que fazer agora?


Próximo passo, após levantar uma graninha, será a imediata substituição da chave, pots e captadores.


Para os captadores, estou entre um set dos LDR Classic Gold em Alnico II  ou um set White Steel/Stoner Blues de saída mais alta.



Vale a pena comprar uma Tagima TLP?


Nova de loja? Não!
Não vale a pena pagar R$1.600,00 numa guitarra dessas já sabendo, logo de cara, que terás que gastar uns R$800,00 reais extra de captação, ponte, pots... 
Com R$2500,00 dá pra comprar muita guitarra usada boa.


E usada? SIM!
Se você conseguir comprar uma dessas por um valor entre R$700,00 e R$800,00, vale a pena.
Depois de aplicadas as benfeitorias, você vai ter uma bela Les Paul custo-benefício.
Isso porque, com aproximadamente R$1500,00, uma guitarra toda bacana com case e captação boa vai ser muito difícil de encontrar.



Por fim, as Tagimas TLP Flamed são 'Guitarras com Potencial' ou 'Guitarra pra Investir' em melhorias.

Se forem fazer isso, por favor guardem as peças originais, pra que, caso passem a guitarra pra frente, desfaçam as benfeitorias e usem os goodies em outra guitarra. Porque, sinceramente, essas benfeitorias não vão agregar valor ao instrumento.



E os Samples? Isso vem ao caso?

Bem, é o seguinte... Vem ao caso sim.
Só estou esperando entrar uma graninha para gravar os timbres mostrando o antes e o depois das benfeitorias.

Só Não vou gravar o timbre usando as 2 pontes. Essas vocês vão ter que acreditar que a troca da ponte foi a melhor coisa que aconteceu pra essa guitarra.


Isso fica pro próximo post. 
Prometo!





abraço a todos,
Arthur

terça-feira, 1 de março de 2016

Simplesmente o Rei.

Impressionante a aura que BB possui. 

Sim, possui.
Sua aura é eterna.

O que ele fazia com a guitarra nessa época era impressionante.
Vale a pena cada detalhe.

E esse 'twing'!




Vida eterna ao Rei!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O mestre em ação

Povo carnavalesco,


Após muito tempo sem postar absolutamente nada, vou tentar, devagarinho postar alguma coisa nova por aqui.

Então, com vocês, o Mestre em ação.



E mais uma pra torar no meio esse carnaval.



Bença, tio!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pat Metheny - Bright Size Life - Eternizar é maturar.

Bom dia, nobres e raros acompanhantes.


Esses dias eu estava dando uma fuçada numas coisinhas e achei um disco que não ouvia fazia muito tempo. Não ouvia, mas muita coisa desse disco não sai da minha cabeça desde o dia que ouvi a primeira, segunda, terceira, quarta vez...

Pois como o título do post diz, o disco é o grandiosamente minimalista 'Bright Size Life' do genial guitarrista Pat Metheny.


[Já começou arrebentando]
Engraçado que sempre existem discos que a gente ouve um milhão de vezes e não enjoa. Não enjoa porque sempre tem alguma coisa "nova" pra se escutar. Sempre ouvimos uma nuance, uma dinâmica, uma frase, um detalhezinho que seja pra refrescar os ouvidos e fazer a gente ouvir o disco mais uma vez, e depois mais uma... E não é diferente desse disco.



Uma das coisas mais bacanas de BSL é, além das performances de Pat, Jaco e Bob, a simplicidade das coisas, provando mais uma vez que o Jazz também pode ser simples, bonito e singelo.

Bright Size Life não tem nada mais que um trio arrebentando tudo, a única coisa que tem a mais é uma base de acordes feita pelo próprio Pat, de resto é dinâmica, sentimento e entrega, muita entrega.

Ta certo que o disco é do grande Pat Metheny e o baixista é o gênio absoluto Jaco Pastorius, mas naquela época, ambos tinham, como diria Fábio Júnior, 20 e poucos anos.

Engraçado foi que o disco, na época, não fez o sucesso ou causou o impacto que causa hoje.


Palavras do próprio Pat sobre BSL



Moderado!


Em resumo, o que ele diz é que o disco fez um sucesso 'moderado', as críticas foram 'moderadas', e todos achavam o disco 'moderado'.

Mesmo o disco tendo uma unidade musical, isto é, uma personalidade única embutida em todas as músicas, fazendo uma ser a continuação da outra, o disco foi 'moderado'.

Mas o interessante é que o disco despontou 15, 20 anos depois, foi quando as pessoas olharam pra traz e viram que o disco é realmente fantástico.



Pra mim, o que significa isso?


Maturação!

O ponto de maturação do disco demorou todo esse tempo pra acontecer, isto é, esse é um daqueles discos que a gente tem que ficar repetindo, se acostumando com a sonoridade, entendendo a concepção, pra só depois dizer se gosta ou não gosta.

Lógico que nesse caso, o fato das pessoas receberem melhor a "simplicidade musical" após uma década de excesso, contribuiu para Bright Size Life renascer. 

Mas essa fase das pessoas não pode ser considerada uma maturação

Lógico que isso não tira o mérito de Pat, muito pelo contrário, o que ele fez foi literalmente arte atemporal.


Então vamos maturar nossos ouvidos com, na minha opinião, as melhores das melhores músicas do disco.





Abraço!



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Esse bicho é FOD@

Povo bacana...



Faz tempo que não posto nada aqui no blog, mas os "teasers" do trabalho mais recente do Gary Clark Jr, 'The Story Of Sonny Boy Slim' merecem um post, nem que seja assim, pequenininho.

Virei fã desse cara quando ele esteve abrindo os shows do Clapton no Brasil em 2010.
Fiquei chapadão com o som das Epiphones dele. O cara usa fuzz pra valer e tem um timbre matador.

Além de ter uma pegada muito particular, o que já conta muito pra mim, pois gosto desses caras que tocam à sua maneira.

Bom, vamos lá... Porrada!



The Healing


Grinder




Viva essa nova fase do Blues!





Abraço!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Overdrives, distorções, fuzzes e mais drives...

Povo que gosta do feriado de São João...


Demorei muito pra escrever esse post e estou devendo um monte de coisas. Mas a vida segue....


Hoje vou tentar falar, sem me perder, sobre um dos nossos assuntos favoritos: Drive!


[Esses podem ser 1/5 dos seus pedais..]
Se existem dilemas na vida de um guitarrista, um deles certamente é saber qual o timbre de drive que mais combina conosco. Nesse dilema encontra-se a compra de um, alguns ou milhões de pedais de drive ao longo da vida.


Existem vários mitos à cerca do surgimento do overdrive como conhecemos. Já ouvi vários mitos sobre esse assunto. Um deles foi que, certo dia, Keith Richards riscou seus alto-falantes na intenção de estragar o som deles e obter distorção. 


Cada um que viva no seu mundo né?



Sabemos que, bem simploriamente, o drive é gerado pela saturação do amplificador, distorcendo assim o sinal de saída. A partir daí o resto, e todo seu aparato tecnológico, é história.


[Qual é o meu Drive..?]
Então, como saber qual o melhor som de drive pra mim?


Simples: Bom senso e tentativas.



Faz um tempinho, eu estava vendo um dos vídeos do Mateus Sarling, que só pra constar é um músico sensacional, e ele estava falando sobre algo muito bacana que acontecia tempos atrás: A troca/empréstimo de pedais.

O que ele fala, e eu concordo plenamente, é que na época em que as coisas eram muito caras e até um pouco escassas, se passava muito tempo com um pedal, seja ele seu, ou de um amigo. 

O que acontecia era que o músico aprendia cada macete desse pedal e somente com o tempo o cara poderia dizer se realmente o pedal servia pra ele ou não.

E isso ocorre para os mais diversos tipos de pedal e suas marcas. Não é porque é BOSS que você vai "se achar" no pedal.


Claro que à principio, você vai se espelhar nos pedais dos seus guitarristas favoritos pra achar o "seu timbre", mas depois o caldo vai engrossando e o seu nível de exigência fica maior e maior... até que você endoida.



E quando endoida, fodeu....?


[Endoidou? Não tem jeito]
Fodeu! Não tem jeito! Você vai comprar 3 milhões de pedais de drive e você nunca vai achar o seu timbre. O perigo aí é que você certamente já havia achado "o timbre", mas por loucura, resolveu mudar

Lógico que todo guitarrista muda sua 'Gear' de tempos em tempos, mas a essência do timbre fica lá, mesmo com a mudança do setup.





Ah, mas aí é onde está a mão do guitarrista...



E você é cotó? Maneta? Não né!
Então a essência do timbre também está nas suas mãos!





Então vamos ao timbre...


[Aqui tem de tudo! Tuuuudo...!]
Não vou sair falando sobre marcas de pedais e falar sobre cada um deles não. Só de alguns... hehehe. Alguém já fez a parte completa, e fez muito bem! 

Minha referência em se tratando em reviews de drives:



Esse blog voltado à timbres floydianos tem informação sobre um montão de coisas, desde as características sonoras dos pedais, setups favoritos e qualificação. Um show de blog. Um dia inteiro nele não é suficiente!


No meu caso, demorei bons anos pra descobrir que minha distorção favorita vinha de fuzzes. 

Uma coisa que sempre gostei foi de 'drives cuspidos'. Sabe aquele drive que parece uma metralhadora? Pois é.
Passei muito tempo com um Ibanez DS7, pedaleiras Zoom e alguns pedais baratos. E nenhum deles atendia ao que eu queria.

O guitarrista da minha extinta banda (na qual eu era baixista) ainda hoje tem um Marshall S80, o qual possui um dos overdrives mais bonitos que ouvi até hoje
Aquele pra mim era o top dos drives. Na época, ele trocou sua Digitech RP7 por um punhado de pedais, dentre eles um 'Marshall JackHammer'. 


[Esses aí eram o sucesso]
Ele tem esse pedal até hoje! Fim de papo.
Taí um cara que achou seu timbre de drive. E bem simples, um BOSS SD1 pra lead e o famigerado JackHammer pra Crunch. Podendo usar um de cada ou os dois.

Enfim, o JackHammer, pra mim, passou a ser "o" pedal de drive, mas por algum motivo ele não se acertava comigo. Mas para o Bruno (guitarrista da banda) caia como uma luva.


Outra coisa que sempre pensava era que drive bom mesmo era o drive do próprio amplificador. E não deixa de ser verdade, claro que existem pedais que superam os timbres distorcidos provenientes do amplificador, mas também existem caixas que te dão um drive trinta vezes melhor que um pedal (mesmo sendo de boutique).


[O ótimo Giannini ClassicT] 

Claro que de começo, pra se ter um bom timbre de drive, primeiramente precisamos de um amplificador razoável e não necessariamente valvulado.
Pra mim, um bom ampli tem que ter um bom som limpo e definição nas notas. Claro que um bom amplificador valvulado é o desejado, mas existem bons amplis pré-valvulados ou transistorizados também.




Outra coisa é saber o timbre que estamos procurando. Seja Blues, Rock, Jazz, Metsaaal, Fusion...

Nem sempre setups (leia-se 'Muitos Pedais') complicados são os ideais. Lógico que se você precisa de determinados pedais, use-os. Senão, nem coloque no pedalboard. 


Mas como o assunto é drive, não vou falar de delay...


[Esse é o Caixa...]
Voltando a falar de amplificadores, acredito que escolher o amplificador é a parte principal para montar um timbre distorcido. Porque se o caixa soa bem só com a guitarra, fica muito mais fácil timbrar os pedais.
Eu mesmo gosto de caixas roucos e definidos. O melhor amplificador que toquei até hoje foi um 'Fender Deville Deluxe 4x10'. Esse combo deixa qualquer Peavey Classic falando igual a um rádio de pilha.



Mas como somos meros mortais, vamos voltar ao mundo real.


Quem toca na noite sabe que levar amplificador pra tocar é uma trabalheira danada. Então sempre tocamos com o 'caixa da casa'. Sendo assim, nosso ideal de timbre foi pro saco. Mas nem sempre...






[Bom exemplo de como buscar um timbre referência]



Bacana desse vídeo é que o barbudinho aí tentou capturar o timbre do Clapton com 3 variações de guitarra + amplificador. O camarada usou um setup signature do EC, depois um set de orçamento mais baixo e por último um set mais barato.

A ideia não foi mostrar o timbre, mas sim como se pode "emular" seus timbres favoritos sem complicação.


Sendo assim, o 'caixa da casa' é, numa boa parte das vezes, bom!



Agora que desviei bastante do assunto (vulgo me perdi) e falei bastante de amplificador, vamos timbrar o nosso drive!


[EHX Soul Food - TOP!]
Claro que se você é 'bluseiro' e gosta do SRV, um Tube Screamer é o ideal. Porém o EHX Soul Food também chega junto. Mesmo sendo um "clone" do Klon Centaur, ele te entrega um boost rouco com um headroom de enlouquecer.

Se seu blues favorito é na cola do Robben Ford, você pode usar facilmente um dos pedais citados acima pra compor aquele timbre.

E pra entortar o cabeção, ainda dá pra tirar o timbre do George Lynch com esse pedal.


E como é que sabe disso? Testando!




Ah, mas meu "negócio" é modernoso...




[MXR 78 - Foda!]
Então compra um distortion!
Além de você possuir toda aquela violência, um distortion ainda pode te trazer timbres saturados uniformes com maestria. Eu mesmo usava meu horrendo Ibanez DS7, que é muito violento, com ganho bem baixinho e ficava muito bom.

Esse MXR aí é o delírio de muito guitarrista que conheço. Do Crunch ao Gore, esse é o cara!





Na certa, sempre é bom ter ao menos 2 timbres de drive em um pedalboard. Um leve e um pesado ou dois leves. Sim, 2 pedais setados pro crunch quando ligados em série, trazem um timbrão show!



[Master Blaster]
Outro pedalzão que conquistou meu coração foi o deprimente OCD.
Deprimente porque se você pegar ele emprestado, fica deprimido por ter que devolver.

O melhor timbre de drive pra humbuckers de braço que já ouvi.


Mas tem gente que não gosta. O Greg Koch mesmo, detesta.



Esse pedal aí tira timbre de tudo, menos de Fuzz!
Que é o tópico de agora!


[Maestro Fuzz-Tone - The Numero Uno]
O Fuzz foi concebido originalmente pra simular um saxofone. Ainda bem que deu errado, pois pra mim, não existe timbre de drive mais bonito do que um bom Fuzz.

Engraçado do fuzz é que parece que esse benedito joga todo o seu investimento em guitarra e amplificador no chão. Parece que o timbre da guitarra desaparece e só fica aquela zoada que parece um dragão cuspindo fogo


E é isso mesmo... kkkk




Só que essa zoada é muito musical e tem uma dinâmica filha da puta. O negócio é encontrar o fuzz ideal pro que você quer.

[Acho que tem bastante fuzz por aqui...]
Existe fuzz de tudo quanto é tipo. Grave, agudo, gritão, rouco, oitavado, brilhante, opaco...
Claro que tudo isso vem dos transistores e capacitores, mas isso é assunto pra uma outra oportunidade.



Tem muito caboclo por aí que acha que fuzz só serve pra tocar Hendrix, alguma coisa de Gilmour, música de Seattle e alguma coisa psicodélica inspirada no Hendrix. 

Em resumo, Fuzz = Hendrix!


Mas Fuzz = Hendrix?

Claro que não! Só que assim como David Gilmour e seus Muffs, Hendrix timbrava tão bem os fuzzes que virou a referência nº1 para quem procura esse tipo de pedal.

O bacana, e ruim ao mesmo tempo, desse lance do Fuzz com o Hendrix é que só imaginamos tocar aquele tipo de som. Porém, um bom fuzz pode soar quase como um sintetizador.



Por exemplo:
[Professor Alexandre Bicudo e seu fuzz signature]
 



Timbre fraco, não?
Taí um belo timbre de fuzz pra fugir dos padrões.



Ah, mas o pedal foi feito pra ele...



[Agora só com o caixa - O timbre fuzzeado está lá]



Respondido?
Bacana que o timbre veio todo do caixa. E parace um Fuzz.



Então, o que ocorre?


[PE falando para o mundo]
Ocorre que até mesmo o amplificador sozinho pode 'Fuzzear'. Aqui em Recife o pessoal da AltoVolts, que é fera em amplificadores valvulados, deixa a saturação de seus amplis à beira de um fuzz.





Mas então, fuzz é tudo!



Também não! Mas eu acho bacana demais.



Considerações finais...? 



Também não! Escrevi um monte de bobagem que não leva ninguém a nada.
Só quem pode falar alguma coisa é o He-Man.



*Usem seus pedais ao máximo, eles até podem trazer gratas surpresas.

*Cansou do pedal? Não venda, empreste, faça uma troca temporária. Quando o pedal voltar você vai achar coisas novas com ele.

*Explore seu set com outros amplificadores. As vezes o problema não está no pedal.




abraço,
Arthur